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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Um roteiro de vitórias


Tenho a consciência de que “eu sou a roteirista da minha vida”,
e que ninguém vai escrevê-lo para mim.

Essa é a postura de um budista.

Essa é a minha convicção.

Ao me dedicar à Gakkai, juntamente com milhôes de companheiros, minha vida fica mais atarefada e mais desafiadora.

 O presidente Ikeda afirma: “Não há paixão mais nobre e bela que a paixão pelo Kossen-rufu. As ações inspiradas por essa grande paixão expandem a felicidade que sentimos dentro de nós. Vencer o medo e nunca desistir são atitudes de suma importância.” (BS 1.860)

Assim estou escrevendo o roteiro de uma
                                                          vida vitoriosa e cheia de realizações.

Obrigada por esta maravilhosa oportunidade!

Nam myoho rengue kyo...


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A boa sorte vem do coração!


Comece tudo de novo a partir de agora


O ano-novo sempre foi considerado uma época de deixar o passado para trás e começar de novo. De acordo com o calendário lunar japonês utilizado na época de Daishonin, o ano-novo coincidia também com o início da primavera.

Quando uma pessoa se dedica seriamente à prática budista, é sua fé no presente, e não seu carma do passado, que exerce a influência determinante em sua vida. Assim, por meio desse grande poder da fé, podemos “começar a partir de agora”, em qualquer momento que determinarmos. Contudo, o dia de ano-novo é uma ocasião especificamente destacada para esse propósito, quando toda a atmosfera que nos cerca apoia o espírito de começar renovadamente.


A pura flor de lótus floresce no lodo, a perfumada madeira de sândalo cresce em meio à sujeira. Assim como a Lua brilhante surge detrás da escuridão das montanhas para iluminá-las, nossa natureza de Buda, ativada pela recitação do Daimoku, emergirá do interior de nossa vida.

Temos em nosso interior o potencial para o sofrimento ou para a felicidade. O Buda Nitiren Daishonin nos ensina com a frase “A desgraça vem da boca de uma pessoa e arruína-a, enquanto a boa sorte vem do coração e torna a pessoa digna de respeito” que nossa condição de vida predominante depende de nós mesmos. Nesse contexto, “a desgraça vem da boca de uma pessoa e arruína-a” representa uma atitude caluniosa em relação à Lei, ou à dignidade inata da vida.

“A boa sorte vem do coração” indica a fé na Lei Mística. A cada momento, criamos nosso destino com pensamentos, palavras e ações. Estes “três tipos de atos” — pensamentos, palavras e ações — são as três vias abertas ao ser humano para criar o carma. Com um coração cheio de fé, podemos edificar o melhor carma de todos.

“Coração” também pode ser entendido como um itinen (determinação). A vida de um indivíduo, a cada instante, manifesta um dos Dez Mundos que se torna a base de seus pensamentos, palavras e ações naquele momento.
É importante elevar a tendência básica de vida para que as causas que fazemos se originem dos estados mais elevados e não dos estados inferiores. Um coração de fé é aquele que nos permite elevar a nós próprios acima das quatro condições inferiores  e estabelecer o estado de Buda como nossa tendência básica de vida.
BS - Edição 2112

Um grandioso 2012 a todos nós!


 
Que possamos ser simples e belos como as flores de cerejeira,
espalhando perfume por onde passarmos,
levando alegria e esperança
a todos que nos cercam!


 
Feliz Ano Novo !

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Em tempos de reflexão...

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

Fernando Pessoa


Receita de Ano Novo

Carlos Drummond de Andrade
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?  passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.




terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Para refletir...

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Crônica de Luis Fernando Veríssimo




P

ara se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto,  não se alcança o coração de alguém com pressa.
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado. Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.

Conquistar um coração de verdade dá trabalho,
requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança. É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.

Para se conquistar um coração definitivamente
tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.

Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.
...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele,
vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.
Uma metade de alguém que será guiada por nós
e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.
Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.
Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?
Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.
... e é assim que se rouba um coração, fácil não?
Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade,
a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!
E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples... é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.