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sábado, 29 de dezembro de 2012

D e s e j o s . d e . A n o . N o v o

 
 
“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente.
 

Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada.
Para você, desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir, todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente para repassar o que realmente desejo a você. Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, rumo à sua felicidade!”

Carlos Drummond de Andrade
 
 
 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Tudo está em nossas mãos, em nosso coração.



Teremos na vida aquilo que escolhermos, e nossa mente é tão poderosa que vai nos entregar exatamente o que pedimos.
Se pensarmos que podemos ou que não podemos, de qualquer jeito receberemos na mesma medida o que foi determinado pela nossa palavra, nossa intenção e nosso pensamento.
A vida que levamos foi criada por nós...
Se continuarmos fazendo o que sempre fizemos, continuaremos obtendo o que sempre obtivemos. O sucesso de nossa vida sempre esteve, e sempre estará em nossas mãos.
Existe uma fábula citada pelo Dr. René Dubos, bacteriologista mundialmente renomado: “Certa vez, havia três pessoas que carregavam tijolos. Um transeunte perguntou a eles: ‘O que estão fazendo?’ A primeira pessoa respondeu: ‘Estou carregando pedras’. A segunda: ‘Estou levantando paredes’. E a terceira respondeu orgulhosamente: ‘Estou construindo um templo’.”
Apesar de parecer que estejam fazendo o mesmo trabalho, quão imensa é a amplitude do coração que se pode ter dependendo de como o encara. Não faça simplesmente o que lhe foi dito. Nem o tome como um objetivo superficial. Perceba sua essência e realize-o como sendo o seu grande ideal.Existe
 Apesar de parecer que estivessem fazendo o mesmo trabalho, quão imensa é a amplitude do coração que se pode ter dependendo de como o encaramos.
 Não devemos fazer  simplesmente o que nos foi dito. Nem devemos tomá-lo  como um objetivo superficial. Precisamos perceber sua essência e realizá-lo como sendo o nosso grande ideal.
Na batalha diante dos olhos ou no trabalho em meio à realidade, desafiemos com sinceridade, meticulosidade e exatidão, fazendo brilhar dentro do coração um sonho heróico do tamanho do universo.
E nossa vida se expandirá na mesma proporção.
(Pensamentos da filosofia budista)
 
 
 
 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Inspirações




A contar da data do último livro que li, inspirações e novos direcionamentos preencheram meu coração.

Como é bom ser influenciada  pelos sentimentos de nobres pensadores... Eles dizem coisas coerentes de forma tão simples que ficamos imaginando como não havíamos pensado antes em algo tão óbvio.

E saber que tudo se origina na mente e no coração das pessoas. A força e o poder de mudança que o ser humano possui  [e desconhece ou não utiliza] é  inimaginável.

Pensadores nos inspiram... e  nós fazemos acontecer!
 

 
 
 
 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

sábado, 8 de dezembro de 2012

Reinvente-se.


 
“E passamos a vida tentando, querendo, sonhando, esperando, num gerúndio sem fim, sem charme e sem nenhuma certeza no final.
Ah, para tudo! Se é pra viver, vamos viver direito. Com conteúdo. Troque o verbo, mude a frase, inverta a culpa.
O sujeito da oração é você. A história é sua, mãos à obra! Melhore aquele capítulo, jogue fora o que não cabe mais, embole a tristeza, o medo, aceite seus erros, reescreva-se.
Republique-se.
Reinvente-se.
E transforme-se na melhor edição de você mesmo.”






segunda-feira, 26 de novembro de 2012


 
 
"A paz mundial não é algo que pode ser realizada
apenas por políticos assinando tratados, ou pela ação
de líderes empresariais em cooperação econômica.

 A paz verdadeira e duradoura será realizada somente por
meio do estabelecimento de laços de confiança entre as
pessoas no nível mais profundo, nas profundezas
de suas próprias vidas.”
 
(Daisaku Ikeda)
 
 
 
 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Esperança!



 
Esta joia preciosa
Incentiva e
Impulsiona a vida.
Se há esperança,
Não há impasse!
Se há esperança,
A vitória te encontra
E se expandem
Sorrisos alegres.
 
Dr. Daisaku Ikeda
 
 
 

 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Novembro!





Que venha novembro
para que possamos 
viver
um dia de cada vez
aproveitando o tempo
que se soma ao que já somos
diminuindo gradativamente
o tempo da história que
ainda vamos escrever...
 
Sem arrependimentos...
 
A vida é maravilhosa
e cada dia é uma nova oportunidade!
 
 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

“Que milagre o senhor realizou?”


     A felicidade de uma pessoa cria a paz quando nasce da disposição de mudar primeiro a si próprio, e essa mudança contagia os que estão ao nosso redor.   
    Um episódio que retrata bem isso foi vivido por Mahatma Gandhi e é contado pelo presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda:

    "Um menino de 7 anos gostava muito de doces. Ele os comia em grande quantidade. Com isso, começaram a aparecer furúnculos em seu corpo inteiro. Por mais que seus pais ralhassem para que parasse de comer doces, ele não dava ouvidos. Sempre que havia doces por perto, ele simplesmente apanhava alguns para comer quando ninguém estivesse olhando.
    Preocupada, a mãe do menino o levou até Gandhi e pediu-lhe que conversasse com ele para que não comesse mais doces. Após ouvir a mãe, Gandhi disse: “Por favor, volte dentro de quinze dias e eu conversarei com ele”.
Ela ficou perplexa, mas fez exatamente como foi pedido e retornou quinze dias depois. Gandhi chamou o menino num canto e não levou mais que um minuto para conversar com ele. Isso foi o bastante. Surpreen­dentemente, a partir daquele momento o menino parou de comer doces.
    A mãe do menino ficou confusa, imaginando que tipo de milagre Gandhi havia efetuado em seu filho. Alguns dias depois, ela foi até Gandhi e perguntou: “Que tipo de milagre o senhor realizou?”. Ele respondeu que não havia sido um milagre. “Pedi à senhora que voltasse dentro de quinze dias”, disse ele, “porque eu precisava parar de comer doces durante quinze dias e assim poder pedir ao seu filho que parasse de comer doces também”. Ele havia dito isso para o menino, e afirmou que não tocaria em nenhum doce até que os furúnculos sarassem e ele pudesse comer doces novamente.

    Mahatma Gandhi vivia segundo o princípio de que “eu desafiarei a mim mesmo, então, por favor, desafie você também”. E foi assim que ele transformou a atitude do garoto.
    Detalhe importante, a família do menino também adorava e sempre comia doces. Não é de surpreender que não tenham conseguido convencê-lo a parar de comê-los.
  
    Sobre esse fato e a postura de Gandhi, o presidente Ikeda comenta: “Essa era a convicção de Gandhi e o segredo do carisma de sua liderança. (...) A essência da não violência encontra-se na capacidade de educar as pessoas, e a educação consiste em ser um modelo positivo. (...)
   
    “Os líderes de cada área da sociedade devem ser os primeiros a dar o exemplo. Devem, em primeiro lugar, sentir as dificuldades e os sofrimentos e lutar com o espírito de sacrificar-se pelo futuro.
   
    “Como as pessoas suportaram a amarga luta pela independência da Índia? Havia tantos obstáculos para conseguir a autonomia que muitos consideravam isso impossível. Mas o povo ainda assim seguiu Gandhi. Por quê? Porque ele nunca pediu aos outros que fizessem nada que ele mesmo não tivesse feito. Gandhi sempre marchou à frente dos protestos. Ele sempre se dirigiu para os locais onde aconteciam as maiores crises e os sofrimentos. Essa é de fato a essência da não violência. Ou seja, mudar a si próprio primeiro e, com essa transformação, mudar o coração dos outros”.

(A Grande Correnteza para a Paz, v.6, p.114-116).
 
Gandhi. A educação consiste
em ser um modelo positivo
 
 

 
 

 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Infância Plena


Educação para a criação de valores
Qual é o propósito da Educação? Em vez de inventar teorias complexas, não é melhor olhar para a adorável criança que se senta em seus joelhos e perguntar a si mesmo: ‘o que posso fazer para assegurar que esta criança seja capaz de levar a vida mais feliz possível?
(Tsunessaburo Makiguti, educador japonês)

A Soka Gakkai – literalmente, sociedade para a criação de valores humanos – nasceu do pensamento acima destacado. O educador japonês, Tsunessaburo Makiguti, diante dos rumos belicistas que a educação de seu país tomava, decidiu juntar um grupo de determinados defensores da Educação plena e fundou a organização que hoje têm núcleos em quase 200 países e territórios. Desde a sua fundação, em 1930, os ideais mantém-se os mesmos. Na BSGI são muitos os projetos voltados à formação integral das crianças, cujo principal objetivo é a sua felicidade plena.

A filosofia educacional do educador Makiguti baseia-se em três importantes eixos:


1.    São papéis do professor: guia, mestre, motivador e amigo; em vez de mero organizador da informação, fonte do conhecimento e disciplinador;
2.    Nutrir na criança a compreensão e a estima pelo ambiente natural e sua proposta de que o meio ambiente das comunidades locais dos estudantes proporcionam a estrutura para todos os programas educacionais;
3.    A prática de forçar e encher as mentes infantis com partes fragmentadas de informação não resulta em pessoas plenas.

Como proporcionar plenitude às crianças de forma a torná-las adultos felizes?

É senso comum que toda criança tem o direito de errar, acertar; ousar; experimentar; fazer, refazer, desfazer; sonhar e imaginar; conhecer e arriscar; amar e ser amada. Mas a pergunta é: como deixá-la realizar tudo isso sem que a coloquemos em risco iminente? Em um mundo tão caótico em que ameaças se avizinham a cada penumbra, em cada canto, a cada esquina, as incógnitas multiplicam-se diariamente. Na maior parte das vezes, nos esquecemos da alegria que os pequenos êxitos da infância nos proporcionavam e só lembramos dos dissabores, temores e rancores e tendemos a colocá-las em redomas cada vez mais impenetráveis. E a pergunta que fica é: até que ponto tal atitude é benéfica?

O presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, no ensaio intitulado
Crianças de Vidro, explana sobre esse ponto:
“Enquanto pequena, a criança é constantemente mimada pelos pais que a deixam fazer o que quiser. Depois, de repente, faz-se um esforço súbito e frenético para ensiná-la a tomar cuidado. A essa altura é tarde demais. Uma criança nunca criará um sentido de autoconfiança em tais circunstâncias.

Já a pedagoga e mestre em Educação Rosa Maria da Cruz Braga, em seu ensaio
Olhares sobre a Infância ressalta que: “A beleza, alegria, desprendimento, ingenuidade da Infância estão sendo ofuscadas pela negligência social e familiar, maus tratos, violência de toda ordem, excluindo as crianças de viver com dignidade, sendo desrespeitada em seus direitos fundamentais”.

Ikeda concorda com essa ideia e enfatiza: “A palavra japonesa para Educação é
kyoiku. O sufixo Iku quer dizer ‘criar’. Na primavera plantam-se sementes e, dessas, crescem plantas. Os homens tiram as ervas daninhas e dão fertilizantes a essas plantas. Mas são as próprias plantas que retiram o fertilizante do solo. Criar plantas significa protegê-las e a seus arredores de modo a poderem por si mesmas se erguer e tornarem-se autoconfiantes. E, por fim, o prefixo Kyo significa ‘ensinar’, ou seja, ensinar e criar autoconfiança”.

A infância é a fase em que as principais características de caráter e personalidade são determinadas e constituídas, a partir das experiências, boas e más. Cabe aos adultos proporcionar os meios para que estas crianças obtenham o máximo de cada experiência de forma que ela obtenha, por seus próprios méritos, a autoconfiança.
O psiquiatra e psicoterapeuta, Augusto Cury, conta um episódio interessante acerca das experiências:

“Um psicólogo clínico pediu a um paciente que contasse detalhes do seu passado. O paciente se esforçou, mas só conseguiu falar das experiências que o marcaram. Vivera milhões de experiências, mas só conseguiu falar de algumas dezenas. O psicoterapeuta achou que ele estava bloqueado ou dissimulando. Na realidade, o paciente estava correto. Nós só conseguimos dar detalhes das experiências que envolvem perdas, alegrias, elogios, medos, frustrações. Por quê? Porque a emoção determina a qualidade do registro. Quanto maior o volume emocional envolvido em uma experiência, mais o registro será privilegiado e mais chance terá de ser resgatado. (..) As experiências tensas são registradas no centro consciente, e a partir daí serão lidas continuamente.(..) Em alguns casos, o volume de ansiedade ou sofrimento pode ser tão grande que provoca um bloqueio da memória. (..) Algumas crianças sofreram tanto na infância, que não conseguem recordar esse período de sua vida... Uma ofensa não-trabalhada pode estragar o dia ou a semana. Uma rejeição pode encarcerar uma vida. Uma criança que fica presa num quarto escuro pode desenvolver claustrofobia. Um vexame em público pode gerar fobia social.

Este exemplo demonstra a importância que a infância – fase tão breve da vida! – tem em decisões e impasses futuros. Ikeda ressalta que “embora pequenas, as crianças têm um enorme potencial para absorver as coisas (..) estão interessadas em qualquer coisa. Seu interesse é indiscriminado”. Os adultos que as cercam podem reagir a essas demonstrações de interesse de inúmeras formas. Podem escutar cuidadosamente ou revelar indiferença; podem estimular ou reprimi-los. As escolhas certas resultarão em crianças mais ou menos confiantes em si mesmas.
O humanista Ikeda salienta ainda que, para despertar a vitalidade de uma criança, é preciso desencavar os botões de seu talento e nutri-los ao sol, de forma a criá-la em um ambiente cheio de interesse e desafio, de sorte que possa aprender e avançar por si mesma. E esse é o grande desafio do educador do século XXI.
 
(Artigo da BSGI)
 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Dia das Crianças!






Aprende-se com as crianças:
Falar sem aspas,
Amar sem interrogação
Sonhar com reticências...
Viver e ponto final.
 
...
 
Crianças são hilárias!
 
 
 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Parabéns Rodrigo!





Hoje meu filho mais velho faz aniversário.

Rodrigo é um presente que a vida me deu e não me canso de agradecer por sua existência.

No drama da vida desempenhamos diferentes papéis, alguns mais fáceis, outros nem tanto. Agradeço por ter tido o privilégio de ser escolhida para ser sua mãe!

Obrigada filho por todas as alegrias que tem me proporcionado ao longo de seus 32 anos!

Amo você incondicionalmente!
 










quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Não é?!

 
 
 
 
 

 
Tem momentos na vida que precisamos nos despedir.
Seja de alguém, seja de algum lugar
ou de coisas que não se encaixam mais em nossas vidas...
 
 
 
 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Outubro de 2012

 
 
 
  
Rumo ao último trimestre de 2012...
 
Concluindo um ano maravilhoso!

Muitos benefícios e alegrias...








segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O Poder das Palavras (Ilhas Salomão)


 
Esta lenda é impressionante:
 
...“Nas Ilhas Salomão, quando os nativos querem utilizar parte da floresta para a agricultura, eles não cortam as árvores. Eles simplesmente se juntam ao redor delas, gritam xingamentos e dizem coisas ruins. Em alguns dias a árvore seca e morre. Ela morre sozinha.”
 
Esta lenda nos faz refletir sobre o nosso relacionamento com as pessoas.
As palavras tem o poder de destruir as pessoas, assim como nosso carinho e atenção podem salvá-las, tirando suas vidas de abismos de solidão e dor.
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Tempo...

 
  
 
 








Mudança!



 
“O maravilhoso da prática do Budismo Nitiren
é a sua capacidade de transformar o maior sofrimento da vida de uma pessoa
 na sua maior felicidade, e de tornar os problemas mais difíceis
 em fontes de crescimento e
em uma base para a grandiosidade humana.”

 
 
 

domingo, 5 de agosto de 2012

Pensamento III

 




Um pensamento
Um incentivo,
Mesmo que seja único,
É uma semente de muitos frutos.
Zelar pela transformação da semente em fruto, e
Do fruto para novas sementes de esperança.
É a educação humana feita à mão,
Que transforma sonhos em realizações.


Dr. Daisaku Ikeda
(SGI Graphic, edição de novembro de 2011.)



Pensamento II




Feliz, desfrute da felicidade.
Triste, não negue a tristeza.
Caminhe altivo, ore em primeiro lugar
E orgulhe-se de ser do jeito que é.
Aconteça o que acontecer
Vence sempre quem persiste orando
Nam-myoho-rengue-kyo.

Dr. Daisaku Ikeda
(SGI Graphic, edição de dezembro de 2011.)

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Se os tubarões fossem homens.


Se os tubarões fossem homens, perguntou a filha de sua senhoria ao senhor K., seriam eles mais amáveis para com os peixinhos?

Certamente, respondeu o Sr. K.

Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal quanto vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca e adotariam todas as medidas sanitárias adequadas. Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, ser-lhe-ia imediatamente aplicado um curativo para que não morresse antes do tempo.

Para que os peixinhos não ficassem melancólicos haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres têm melhor sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar alegremente em direção à goela dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar.

O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam rejeitar toda tendência baixa, materialista, egoísta e marxista, e denunciar imediatamente aos tubarões aqueles que apresentassem tais tendências.

Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, proclamariam, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não se podem entender entre si. Cada peixinho que matasse alguns outros na guerra, os inimigos que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia uma comenda de herói.

Se os tubarões fossem homens também haveria arte entre eles, naturalmente. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores magníficas, e as suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos a nadarem com entusiasmo rumo às gargantas dos tubarões. E a música seria tão bela que, sob os seus acordes, todos os peixinhos, como orquestra afinada, a sonhar, embalados nos pensamentos mais sublimes, precipitar-se-iam nas goelas dos tubarões.

Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa no paraíso, ou seja, na barriga dos tubarões.

Se os tubarões fossem homens também acabaria a ideia de que todos os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores até poderiam comer os menores. Isso seria agradável para os tubarões, pois eles, mais frequentemente, teriam bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores detentores de cargos, cuidariam da ordem interna entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, polícias, construtores de gaiolas, etc.

Em suma, se os tubarões fossem homens haveria uma civilização no mar.


Bertold Brecht
Escritor e dramaturgo alemão.


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Prezar cada pessoa


O máximo da sabedoria humana

Prezar cada pessoa — essa atitude é genuinamente humana. Quem se comporta com essa disposição é um buda, pois detém o máximo da sabedoria.


Cada pessoa é única


“O Budismo começa do reconhecimento da diversidade humana. A vida de todos os seres humanos é una com o universo. Todos os trabalhos do universo contribuem para a formação da individualidade de cada um. Colocando de outra forma, cada pessoa é um microcosmo que reflete o macrocosmo de uma maneira única; fundamentalmente, o indivíduo engloba tudo. Portanto, cada pessoa é preciosa e insubstituível”

(BS, edição no 1.390, 9 de novembro de 1996, p.4).


Quer saber mais?





terça-feira, 8 de maio de 2012

Acredite...



A esperança renova a vitalidade, faz bem à saúde e
é o combustível da felicidade.


por Daisaku Ikeda

Rei Alexandre, o Grande

Uma fé forte e invencível é crucial. A oração é crucial. A fé e a oração determinam tudo.
O rei Alexandre, o Grande, preparou-se demoradamente e organizou sua partida para o Oriente e para o mundo. O jovem grande rei distribuiu todos os seus tesouros e riquezas para seus súditos, dizendo:
— Concedo tudo isto a vocês. Portanto, sigam-me tranquilamente sem nenhum receio!
Um dos súditos, estranhando essa atitude, perguntou-lhe:
— Ó meu rei! Vossa Majestade concedeu todos os seus tesouros aos súditos. Desta forma, seu cofre ficará completamente vazio. O que Vossa Majestade pretende fazer?
O rei Alexandre, sorrindo, respondeu-lhe:
— Eu não concedi todos os meus tesouros. Minha maior riqueza está guardada cuidadosamente ao alcance de minhas mãos.
O súdito, sem entender nada, perguntou-lhe novamente:
— Desculpe, majestade, mas não consigo vê-la. Onde é que está guardada?
O rei disse-lhe finalmente:
— Meu tesouro secreto e mais precioso chama-se “esperança”.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Vôo



Alheias e nossas
as palavras voam.

Bando de borboletas multicores, as palavras voam

Bando azul de andorinhas,
bando de gaivotas brancas, as palavras voam.

Viam as palavras como águias imensas.
Como escuros morcegos como negros abutres, as palavras voam.

Oh! alto e baixo em círculos e retas acima de nós, em
redor de nós as palavras voam.

E às vezes pousam.

(Cecília Meireles)