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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

“Que milagre o senhor realizou?”


     A felicidade de uma pessoa cria a paz quando nasce da disposição de mudar primeiro a si próprio, e essa mudança contagia os que estão ao nosso redor.   
    Um episódio que retrata bem isso foi vivido por Mahatma Gandhi e é contado pelo presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda:

    "Um menino de 7 anos gostava muito de doces. Ele os comia em grande quantidade. Com isso, começaram a aparecer furúnculos em seu corpo inteiro. Por mais que seus pais ralhassem para que parasse de comer doces, ele não dava ouvidos. Sempre que havia doces por perto, ele simplesmente apanhava alguns para comer quando ninguém estivesse olhando.
    Preocupada, a mãe do menino o levou até Gandhi e pediu-lhe que conversasse com ele para que não comesse mais doces. Após ouvir a mãe, Gandhi disse: “Por favor, volte dentro de quinze dias e eu conversarei com ele”.
Ela ficou perplexa, mas fez exatamente como foi pedido e retornou quinze dias depois. Gandhi chamou o menino num canto e não levou mais que um minuto para conversar com ele. Isso foi o bastante. Surpreen­dentemente, a partir daquele momento o menino parou de comer doces.
    A mãe do menino ficou confusa, imaginando que tipo de milagre Gandhi havia efetuado em seu filho. Alguns dias depois, ela foi até Gandhi e perguntou: “Que tipo de milagre o senhor realizou?”. Ele respondeu que não havia sido um milagre. “Pedi à senhora que voltasse dentro de quinze dias”, disse ele, “porque eu precisava parar de comer doces durante quinze dias e assim poder pedir ao seu filho que parasse de comer doces também”. Ele havia dito isso para o menino, e afirmou que não tocaria em nenhum doce até que os furúnculos sarassem e ele pudesse comer doces novamente.

    Mahatma Gandhi vivia segundo o princípio de que “eu desafiarei a mim mesmo, então, por favor, desafie você também”. E foi assim que ele transformou a atitude do garoto.
    Detalhe importante, a família do menino também adorava e sempre comia doces. Não é de surpreender que não tenham conseguido convencê-lo a parar de comê-los.
  
    Sobre esse fato e a postura de Gandhi, o presidente Ikeda comenta: “Essa era a convicção de Gandhi e o segredo do carisma de sua liderança. (...) A essência da não violência encontra-se na capacidade de educar as pessoas, e a educação consiste em ser um modelo positivo. (...)
   
    “Os líderes de cada área da sociedade devem ser os primeiros a dar o exemplo. Devem, em primeiro lugar, sentir as dificuldades e os sofrimentos e lutar com o espírito de sacrificar-se pelo futuro.
   
    “Como as pessoas suportaram a amarga luta pela independência da Índia? Havia tantos obstáculos para conseguir a autonomia que muitos consideravam isso impossível. Mas o povo ainda assim seguiu Gandhi. Por quê? Porque ele nunca pediu aos outros que fizessem nada que ele mesmo não tivesse feito. Gandhi sempre marchou à frente dos protestos. Ele sempre se dirigiu para os locais onde aconteciam as maiores crises e os sofrimentos. Essa é de fato a essência da não violência. Ou seja, mudar a si próprio primeiro e, com essa transformação, mudar o coração dos outros”.

(A Grande Correnteza para a Paz, v.6, p.114-116).
 
Gandhi. A educação consiste
em ser um modelo positivo
 
 

 
 

 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Infância Plena


Educação para a criação de valores
Qual é o propósito da Educação? Em vez de inventar teorias complexas, não é melhor olhar para a adorável criança que se senta em seus joelhos e perguntar a si mesmo: ‘o que posso fazer para assegurar que esta criança seja capaz de levar a vida mais feliz possível?
(Tsunessaburo Makiguti, educador japonês)

A Soka Gakkai – literalmente, sociedade para a criação de valores humanos – nasceu do pensamento acima destacado. O educador japonês, Tsunessaburo Makiguti, diante dos rumos belicistas que a educação de seu país tomava, decidiu juntar um grupo de determinados defensores da Educação plena e fundou a organização que hoje têm núcleos em quase 200 países e territórios. Desde a sua fundação, em 1930, os ideais mantém-se os mesmos. Na BSGI são muitos os projetos voltados à formação integral das crianças, cujo principal objetivo é a sua felicidade plena.

A filosofia educacional do educador Makiguti baseia-se em três importantes eixos:


1.    São papéis do professor: guia, mestre, motivador e amigo; em vez de mero organizador da informação, fonte do conhecimento e disciplinador;
2.    Nutrir na criança a compreensão e a estima pelo ambiente natural e sua proposta de que o meio ambiente das comunidades locais dos estudantes proporcionam a estrutura para todos os programas educacionais;
3.    A prática de forçar e encher as mentes infantis com partes fragmentadas de informação não resulta em pessoas plenas.

Como proporcionar plenitude às crianças de forma a torná-las adultos felizes?

É senso comum que toda criança tem o direito de errar, acertar; ousar; experimentar; fazer, refazer, desfazer; sonhar e imaginar; conhecer e arriscar; amar e ser amada. Mas a pergunta é: como deixá-la realizar tudo isso sem que a coloquemos em risco iminente? Em um mundo tão caótico em que ameaças se avizinham a cada penumbra, em cada canto, a cada esquina, as incógnitas multiplicam-se diariamente. Na maior parte das vezes, nos esquecemos da alegria que os pequenos êxitos da infância nos proporcionavam e só lembramos dos dissabores, temores e rancores e tendemos a colocá-las em redomas cada vez mais impenetráveis. E a pergunta que fica é: até que ponto tal atitude é benéfica?

O presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, no ensaio intitulado
Crianças de Vidro, explana sobre esse ponto:
“Enquanto pequena, a criança é constantemente mimada pelos pais que a deixam fazer o que quiser. Depois, de repente, faz-se um esforço súbito e frenético para ensiná-la a tomar cuidado. A essa altura é tarde demais. Uma criança nunca criará um sentido de autoconfiança em tais circunstâncias.

Já a pedagoga e mestre em Educação Rosa Maria da Cruz Braga, em seu ensaio
Olhares sobre a Infância ressalta que: “A beleza, alegria, desprendimento, ingenuidade da Infância estão sendo ofuscadas pela negligência social e familiar, maus tratos, violência de toda ordem, excluindo as crianças de viver com dignidade, sendo desrespeitada em seus direitos fundamentais”.

Ikeda concorda com essa ideia e enfatiza: “A palavra japonesa para Educação é
kyoiku. O sufixo Iku quer dizer ‘criar’. Na primavera plantam-se sementes e, dessas, crescem plantas. Os homens tiram as ervas daninhas e dão fertilizantes a essas plantas. Mas são as próprias plantas que retiram o fertilizante do solo. Criar plantas significa protegê-las e a seus arredores de modo a poderem por si mesmas se erguer e tornarem-se autoconfiantes. E, por fim, o prefixo Kyo significa ‘ensinar’, ou seja, ensinar e criar autoconfiança”.

A infância é a fase em que as principais características de caráter e personalidade são determinadas e constituídas, a partir das experiências, boas e más. Cabe aos adultos proporcionar os meios para que estas crianças obtenham o máximo de cada experiência de forma que ela obtenha, por seus próprios méritos, a autoconfiança.
O psiquiatra e psicoterapeuta, Augusto Cury, conta um episódio interessante acerca das experiências:

“Um psicólogo clínico pediu a um paciente que contasse detalhes do seu passado. O paciente se esforçou, mas só conseguiu falar das experiências que o marcaram. Vivera milhões de experiências, mas só conseguiu falar de algumas dezenas. O psicoterapeuta achou que ele estava bloqueado ou dissimulando. Na realidade, o paciente estava correto. Nós só conseguimos dar detalhes das experiências que envolvem perdas, alegrias, elogios, medos, frustrações. Por quê? Porque a emoção determina a qualidade do registro. Quanto maior o volume emocional envolvido em uma experiência, mais o registro será privilegiado e mais chance terá de ser resgatado. (..) As experiências tensas são registradas no centro consciente, e a partir daí serão lidas continuamente.(..) Em alguns casos, o volume de ansiedade ou sofrimento pode ser tão grande que provoca um bloqueio da memória. (..) Algumas crianças sofreram tanto na infância, que não conseguem recordar esse período de sua vida... Uma ofensa não-trabalhada pode estragar o dia ou a semana. Uma rejeição pode encarcerar uma vida. Uma criança que fica presa num quarto escuro pode desenvolver claustrofobia. Um vexame em público pode gerar fobia social.

Este exemplo demonstra a importância que a infância – fase tão breve da vida! – tem em decisões e impasses futuros. Ikeda ressalta que “embora pequenas, as crianças têm um enorme potencial para absorver as coisas (..) estão interessadas em qualquer coisa. Seu interesse é indiscriminado”. Os adultos que as cercam podem reagir a essas demonstrações de interesse de inúmeras formas. Podem escutar cuidadosamente ou revelar indiferença; podem estimular ou reprimi-los. As escolhas certas resultarão em crianças mais ou menos confiantes em si mesmas.
O humanista Ikeda salienta ainda que, para despertar a vitalidade de uma criança, é preciso desencavar os botões de seu talento e nutri-los ao sol, de forma a criá-la em um ambiente cheio de interesse e desafio, de sorte que possa aprender e avançar por si mesma. E esse é o grande desafio do educador do século XXI.
 
(Artigo da BSGI)
 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Dia das Crianças!






Aprende-se com as crianças:
Falar sem aspas,
Amar sem interrogação
Sonhar com reticências...
Viver e ponto final.
 
...
 
Crianças são hilárias!
 
 
 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Parabéns Rodrigo!





Hoje meu filho mais velho faz aniversário.

Rodrigo é um presente que a vida me deu e não me canso de agradecer por sua existência.

No drama da vida desempenhamos diferentes papéis, alguns mais fáceis, outros nem tanto. Agradeço por ter tido o privilégio de ser escolhida para ser sua mãe!

Obrigada filho por todas as alegrias que tem me proporcionado ao longo de seus 32 anos!

Amo você incondicionalmente!
 










quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Não é?!

 
 
 
 
 

 
Tem momentos na vida que precisamos nos despedir.
Seja de alguém, seja de algum lugar
ou de coisas que não se encaixam mais em nossas vidas...
 
 
 
 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Outubro de 2012

 
 
 
  
Rumo ao último trimestre de 2012...
 
Concluindo um ano maravilhoso!

Muitos benefícios e alegrias...